Há uma preocupação excessiva com os riscos de doenças?

Três pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública, da Fiocruz, estão propondo uma reflexão crítica sobre os excessos relacionados à prevenção dos riscos na ciência e na saúde. Luis David Castiel, Javier Sanz-Valero e Paulo Roberto Vasconcellos-Silva defendem seus pontos de vista no recém-lançado livro Das Loucuras da Razão ao Sexo dos Anjos. A obra aborda a proliferação de estudos científicos sobre fatores de risco, que nutre a angustiante necessidade de prevenir-se constantemente.

Estatística do sexo dos anjos

Os autores descrevem dois estudos: o primeiro, publicado no New England Journal of Medicine, acompanhou cerca de 12 mil pessoas durante mais de 30 anos e concluiu que o risco de um indivíduo se tornar obeso aumenta quando um amigo dele se torna obeso. O outro estudo, publicado no British Medical Journal, investigou cerca de 5 mil pessoas ao longo de 20 anos e revelou que um indivíduo rodeado por gente feliz tem maior probabilidade de ser feliz no futuro – ou menor risco de ser infeliz.

Segundo Luis Castiel, “o livro é um ensaio baseado em pesquisas bibliográficas e critica um estado de coisas apresentado como adequado a uma situação que a ciência, a tecnologia e a prática encaram como realidade. “Há problemas na forma como analisam elementos relativos à saúde. Então, fizemos um exercício crítico sobre como a saúde pública utiliza seus instrumentos e práticas para determinar o que é saúde, que não aparece nos pressupostos, nas dimensões ideológicas que estruturam a visão hegemônica existente.”

Abordagens reducionistas

O livro aborda a proliferação de estudos científicos sobre fatores de risco. Segundo os autores, são abordagens reducionistas ligadas à ideologia da cientificidade, na qual o conhecimento se torna mercadoria – uma abordagem cuja função é reger moralmente a conduta das pessoas no contexto do individualismo. Segundo os pesquisadores, essa ideologia se manifesta na produção frenética de artigos científicos de molde quantitativo, fabricados de modo veloz e em tal quantidade que uma leitura criteriosa é extremamente difícil.

Como desdobramentos, tem-se uma assistência à saúde como uma prática puramente instrumental, desprovida de reflexão teórica, que desloca a responsabilidade pela saúde do âmbito público para o privado. O livro foi lançado pela Editora Fiocruz.

Fonte: Diário da Saúde

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DIA DO BIBLIOTECÁRIO

Wilson, o egoísta moderno

Wilson ama seu cão. Sorte do animal, pois parece ser a única criatura viva a merecer tal distinção de seu dono. Para este senhor de meia-idade, os outros não passam de um inconveniente necessário.

Como qualquer pessoa, porém, Wilson busca algum tipo de ligação com sua espécie. Sem jeito para a vida social, aborda estranhos em cafés, ônibus e na rua, com longas preleções sobre o que vê de errado na política, nos esportes e, basicamente, em qualquer tema da alma humana.

A morte de seu pai, no entanto, intensificará essa busca. Numa comovente e divertida tragicomédia de erros. A partir desse núcleo familiar incomum, Daniel Clowes, um dos mais importantes quadrinistas em atividade, esmiúça a vida social americana e traça um retrato complexo e fascinante do egoísta moderno. Genuinamente engraçado e de uma inteligência ferina, Wilson é também alheio ao mundo que o cerca e às regras que regem o bom convívio entre as pessoas. Diz o que pensa, quando pensa e a quem estiver no seu caminho.

Fonte: http://quadro-a-quadro.blog.br

Rosemeire Dias Oliveira, docente das Faculdades ESEFAP, conclui com louvor sua pós-graduação em Educação Física Escolar pela UNICAMP

Rosemeire Dias de Oliveira, docente do curso de licenciatura em Educação Física das Faculdades ESEFAP, teve sua monografia de conclusão do curso de especialização em Educação Física Escolar pela Universidade de Campinas (UNICAMP) aprovada com louvor.

Seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), cujo título é “JOGO: Possibilidades de Transformação e Recriação Dentro do Contexto Escolar”, foi orientado pelo professor doutor Jocimar Daolio  e foi apresentado em São Paulo no dia 26 de novembro de 2011.

Rose, como é carinhosamente tratada por seus colegas de trabalho, também teve recentemente outro trabalho publicado na biblioteca digital  “Domínio Publico”, do Ministério da Educação e na biblioteca digital da UNIGRAN: Estilo de liderança do professor/técnico participante da Olimpíada Colegial Infantil sob a percepção dos atletas de basquetebol.

Tatiane Godoi, docente do curso de Nutrição da ESEFAP, é a nova colunista da revista Eleven

Tatiane Godoi, docente do curso de bacharelado em Nutrição das Faculdades ESEFAP, é a mais nova colunista da revista Eleven, que aborda informações de utilidade pública, tratando de assuntos como Saúde e Bem Estar, Cultura, Carreira Profissional, além da cobertura da noite das cidades, eventos empresariais e culturais, festas, lançamentos e divulgação de empreendedores que apostam no crescimento da nossa região.

Em sua primeira coluna, Tatiane indica diversos filmes cujo tema principal ou coadjuvante é comida, como, por exemplo, o belíssimo filme “Comer, Beber, Viver”, “A Festa de Babette” ou ainda “Chocolate”, com Johnny Depp.

Não perca o texto de Tatiane que, além de docente da ESEFAP,  é gestora em refeições e serviços de alimentação; consultora em nutrição e segurança alimentar e mantém o site http://www.nutricionistatianegodoi.com.br.

Cientistas boicotam a maior editora de periódicos do mundo

Cientistas de todo o mundo estão participando de um boicote coletivo à Elsevier, a maior editora de periódicos científicos. A tacada veio de um dos matemáticos mais conceituados de hoje. Timothy Gowers, da Universidade de Cambridge, sugeriu o boicote em seu blog, em janeiro.

Do outro lado do oceano, o também matemático Tyler Nylon, que fez doutorado na Universidade de Nova York e hoje trabalha em uma empresa que ele mesmo fundou, organizou um abaixo-assinado  on-line contra a Elsevier.

O documento já conta com quase 5.000 assinaturas de cientistas que, por meio desse documento, se comprometem a parar de submeter seus trabalhos às cerca de 2.000 publicações científicas da Elsevier, que edita títulos como “Lancet” e “Cell”.

O motivo da revolta tem a ver com dinheiro. A Elsevier, assim como a maioria das editoras científicas comerciais, cobra caro para publicar um artigo aceito (após a chamada “revisão por pares”) e também cobra pelo acesso ao conteúdo dos periódicos.

Trocando em miúdos: os pesquisadores pagam para publicar e para ler as revistas científicas com seus artigos. Na ponta do lápis, a matemática sai cara. O governo brasileiro, por exemplo, gastou R$ 133 milhões em 2011 para que 326 instituições de pesquisa do país tivessem acesso a mais de 31 mil periódicos científicos comerciais.

Os dados são da Capes (Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), que faz parte do Ministério da Educação. “Parece que o movimento do livre acesso ao conhecimento científico deu um passo importante com esse movimento internacional”, afirma Rogério Meneghini.

Ele é coordenador do Scielo, uma base que reúne 230 periódicos científicos brasileiros com acesso aberto. “Gowers tem uma medalha Fields, o que equivale a um ‘Nobel’ na matemática. Isso dá credibilidade”, afirma Meneghini.

Um dos fatores que impulsionaram o crescimento do movimento contra a Elsevier é o apoio que a empresa tem dado ao “Research Works Act”, um projeto de lei que tramita no Congresso dos EUA desde dezembro de 2011.

A iniciativa busca impedir que instituições de pesquisa divulguem gratuitamente os trabalhos de seus cientistas. Se entrar em vigor, vai afetar os NIH (Institutos Nacionais de Saúde), que têm a política de abrir o acesso aos estudos de seus cientistas.

O proponente original do projeto de lei é o deputado republicano Darrell Issa, que tem como copatrocinadora a democrata Carolyn Maloney. A Elsevier contribui para a campanha de ambos.

Maloney recebeu US$ 15.750 declarados entre 2009 e 2011, e Issa, US$ 2.000. Segundo a ONG Maplight, a Elsevier desembolsou US$ 160 mil em campanhas eleitorais no período.

Fonte: Folha.com

Educação e computação na nuvem: escolas podem ter bibliotecas com até 5 mil livros

No ano de 2010, o governo sancionou a lei nº 12.244, que, em sua essência, obriga todas as instituições de ensino, sem exceção, a disponibilizar bibliotecas até 2020. Trata-se de uma tentativa de facilitar o acesso de livros didáticos e obras literárias a alunos do ensino brasileiro. Mas, com a evolução da tecnologia e a disponibilidade de informações obtidas a poucos cliques, livros fisicos seriam mesmo necessários?

A Mix Tecnologia, uma empresa pernambucana de TI, acredita ter encontrado um meio termo para essa questão. É ela que gerencia, nas regiões Norte e Nordeste, toda a parte de logística comercial do projeto “Nuvem de Livros”. Trata-se de um modelo de negócios que alia a hospedagem de arquivos na nuvem com a evolução tecnológica favorável à educação. “Todos os lados são remunerados: empresa, editora, autor dos livros – todos saem ganhando de forma justa”, afirma Murilo Marinho, diretor da Mix Tecnologia.

A ideia de ambas as empresas é promover exatamente o que a lei nº 12.244 rege, mas de uma forma que não obrigue as instituições de ensino – por vezes, sem verbas suficientes para reformas físicas – a gastar dinheiro excessivo na construção de bibliotecas físicas. Por R$ 48,00 anuais por aluno, as empresas concedem acesso ao acervo que, hoje, está próximo da marca de 5 mil livros: “A lei não determina se as bibliotecas devem ser físicas ou virtuais. O nosso projeto é perfeito para isso justamente pelo fato de ser mais barato para a escola, além de remunerar autores através de um piso mínimo contratual que aumenta conforme sua obra se populariza. Levando em consideração que a maior parte das escolas já conta com acesso Wi-Fi ou laboratórios de informática, além do crescimento da internet móvel nas mãos de adolescentes, essa pode ser uma solução a longo prazo para os alunos”, diz Marinho.

Fonte: Olhar Digital. Leia matéria na íntegra em http://olhardigital.uol.com.br/negocios/digital_news/noticias/como-a-educacao-brasileira-pode-ser-revolucionada-pela-nuvem