Docente da ESEFAP relata sua participação no I Encontro Paulista Questões Indígenas e Museus, realizado em Tupã

Noeli Alvim, docente e assistente de coordenação do curso de licenciatura em Educação Física das Faculdades ESEFAP, participou do I Encontro Paulista Questões Indígenas e Museus e III Seminário Museus, Identidades e Patrimônio Cultural, realizado no museu Índia Vanuíre, entre 01 e 03 de maio.

O evento internacional apresentou diversas discussões e debates sobre a ótica de museólogos, antropólogos, etiólogos, curadores e pesquisadores debruçados em estudos bastante interessantes sobre a questão dos museus, do patrimônio, história oral, e curadorias. Noeli relata abaixo sua impressão o evento, a importância da promoção dos temas apresentados e para a formação do docente de Educação Física.

“Vivenciei momentos de grande reflexão sobre aspectos que não compreendia, como a questão do patrimônio cultural de um povo, na fala do Pesquisador Kaingang Josué, que aponta o outro lado da questão: alguém já perguntou aos índios como eles gostariam que os museus retratassem sua história sua cultura?

Outra fala marcante foi a do professor José Bessa Freire (PPGMS – Programa de Pós Graduação em Memória Social da Unirio). O professor afirmou que, quando os religiosos se surpreenderam com o sistema educacional dos índios que, dentre outras coisas, não permite bater nas crianças, algo até então impensável. Porém, após anos e anos de estudos, voltamo-nos as pedagogias que os Índios utilizaram no século XVIII e ninguém ao menos se lembrou de reconhecer e destacar o valor deste conhecimento não acadêmico mas, sim, simplesmente humano.

Diversos pontos marcam os dias que se seguem neste encontro. As discussões com a representatividade Kaingang, Terena e Krenak e a apresentação das Índias da Terra Vanuíre, com um canto emocionante sobre a falta de respeito aos mais velhos, o que, em poucas palavras, traduz uma realidade da sociedade moderna.

Neste intercâmbio de conhecimentos, as professoras María Marta Reca (Museo de Ciencias Naturales de La Plata – Argentina) e Cynthia Vidaurri (National Museum of the American Indian – NMAI, Smithsonian Institution, Washinton DC, EUA), demonstraram em suas apresentações questões sobre a apropriação do conhecimento pelos visitantes dos museus, pois são eles que percebem, distinguem, selecionam e interpretam, cada um sob uma percepção diferente do que vê. Segundo Cynthia, os museus e quem trabalha neles devem se esforçar para fazer um mundo melhor.

Já com as Professoras Fátima Nascimento (Museu Nacional UFRJ) e Ione Helena Pereira Couto (Museu do Índio, FUNAI RJ), em uma conversa de bastidores, discutimos a possível realização dos Jogos Indígenas no Rio de Janeiro, uma grande oportunidade de experiência para os professores de Educação Física. Por fim, com a participação no evento, cheguei à seguinte conclusão:

 “Lançar-se ao desconhecido com as mínimas pretensões colocou-me diante de conhecimentos  tão próximos do ponto de vista da cultura Geral e tão distantes no universo acadêmico específico. Mas sempre é bom beber em outras fontes.”

Noeli Alvim

Foto: Regina Abreu (PPGMS – Programa de Pós Graduação em Memória Social da UniRio); Fátima Nascimento (Museu Nacional, UFRJ); Noeli Alvim (Faculdades ESEFAP) E Ione H. Pereira Couto (Museu do Índio, FUNAI)

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