RAP COM REGGAE E ROCK? Isso é Elephant Club…

Uma das mudanças mais notáveis dos últimos anos no rap nacional é a quebra com o paradigma de que um grupo é composto apenas por DJs e MCs. O negócio agora é fazer um trabalho conjunto com banda, sem receios de se aproximar de outros gêneros, como rock, reggae e MPB.

O Elephant Club cria uma proximidade intensa do rap com o mainstream, colocando em um liquidificador sonoro samba, rock, scratches, pop, ragga, MPB

Os representantes de hoje do hip hop não têm medo de se desviarem do ritmo. Mais ou menos como o homem que não tem medo de se envaidecer por ter a segurança de sua masculinidade, o músico moderno de rap mantém a raiz, mas se sente livre para dialogar com as referências que lhe vierem à mente. Afinal, o rap não prega a liberdade? Por que não fazer uso dela também?

Pensando sob essa perspectiva, poderíamos fazer uma lista extensa de grupos importantes para essa transição do gênero: vai de MV Bill a Chico Science, de Planet Hemp e Pavilhão 9 a Criolo – cada um com suas especificidades, é bom lembrar.

Enfim, dentro deste contexto que (ainda bem!) vem se expandindo, tem um coletivo de Sorocaba que vem causando burburinho. Falo do Elephant Club, que não tem medo de meter um riff pesado de guitarra e, na sequência, jogar scratches esparsos numa canção como “Tosol na Lava”, um hip hop-punk despretensioso que fala de camaradas, ratazanas, açaí e batatas. Depois, ela cai para uma levada reggae que, ainda que esteja infectada por aparatos eletrônicos, dão a quebra necessária para que o público não pare de dançar nas pistas.

“Neguin”, faixa recém-lançada do grupo escrita por MC Poft, cria uma proximidade intensa do rap com o mainstream, colocando em um liquidificador sonoro samba, rock, scratches, pop, ragga, MPB. Tudo isso protagonizado por um cantor jovem e tenaz de “comportamento indeliquente, mas com atos conscientes”.

Aliás, a testosterona pulula no som do Elephant Club. Só jovens de vigor no comando: Poft de Paula, Marco Eu Muzzarela, Marinho Tegami, Ricko Castelli, Durval “Groove”, Rafael Sudário Água Viva e Clebão “Bem Black”.

Alguns dos músicos mais conhecidos dessa geração já tocaram com o Elephant Club, como Emicida, Charlie Brown Jr., Ponto de Equilíbrio (uma influência que se manifesta bastante no som do grupo), KL Jay, Planta e Raiz e muitos outros.

Você vai se lembrar dos bons tempos do Planet Hemp quando escutar a canção “Baseado em Samba”, com cuícas pegando fogo enquanto tocam a fumaça – (peraí, não é o contrário? Deixa pra lá…)

Fonte: http://namiradogroove.com.br/namira/de-sorocaba-elephant-club-aproxima-rap-generos-pop

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